quinta-feira, 3 de julho de 2008

Postado por Nany às 7/03/2008 03:56:00 da tarde
Novos sabores & Todo o cuidado é pouco

Ontem a minha mãe deu ao Pedrocas o seu primeríssimo ovo Kinder. Ele gostou mais do ovo do que do chocolate (é mais de salgados como a mãe, a velocidade a que come pipocas é demais). Adorou o facto de o abrir ao meio, de descobrir a prenda.

Ora aqui está o busílis da questão, as prendas são de facto muito pequenas. Bem sei que é um ovo, que não se punha lá um elefante, que eles têm idade a partir da qual se deve dar às crianças, mas......há sempre um mas, qualquer criança, independentemente da idade se pode engasgar com aquilo.

No nosso tinhamos um morcego de borracha, que pode facilmente ser mordido e bem engolido. Claro que os miúdos adoram e o meu não é excepção, mas que lho escondi assim que pude escondi e vai para o lixo.

Não estou a dizer mal dos ovos kinder (são bons), estou a generalizar a questão em relação a tudo o quanto é pequeno na boca das crianças. É que os pais apanham "cagaços" valentes e o coração não aguenta destas coisas.

O Pedrocas levou o dito morcego à boca, achou piada, mas fiz de tudo para lho arrancar.

Por isso, compartilho com vocês este texto que acho deveras interessante e elucidativo.


Corpos Estranhos

As crianças são naturalmente curiosas e ingénuas, não medindo, por vezes, os perigos a que estão sujeitas. Mesmo nos momentos de brincadeira e lazer estão rodeadas por perigos que escapam ao apertado controlo dos adultos.

Quem é que não ouviu a descrição de uma criança que engoliu pequenas peças de um brinquedo, botões, pilhas, pregos, berlindes e outros objectos?

Esta situação resulta da conjugação de três factores essenciais: a curiosidade da criança, o objecto que representa o perigo e o desleixo dos adultos.

Em muitos casos, os objectos de pequenas dimensões são engolidos e seguem o percurso normal dos alimentos (estômago, intestinos...). Noutras situações, alojam-se em partes do organismo nas quais se tornam potencialmente perigosos. Por exemplo, quando o objecto fica preso nas vias respiratórias, evitando que o ar chegue aos pulmões. O nariz e os ouvidos são também locais onde as crianças introduzem pequenos objectos frequentemente.

A lista de objectos a ter em atenção é bastante longa. Pode resumir-se afirmando que são perigosos todos os elementos com dimensões suficientes para serem introduzidos pelos orifícios naturais:

- brinquedos (sobretudo aqueles que possuem peças de pequenas dimensões ou que possam ser facilmente destruídos ou desmontados);

- alimentos (amendoins, frutos secos, etc.);

- objectos de escritório (clipes, borrachas, tampas de esferográfica, etc.);

- objectos de uso doméstico (pregos, pilhas, tampas de garrafas, etc.);

- sementes.

Corpos estranhos nas vias respiratórias

Deve suspeitar-se da obstrução das vias respiratórias por um corpo estranho quando uma criança apresenta repentinamente sinais de dificuldade respiratória, tais como:

- ruído agudo durante a inspiração, como se a criança estivesse a "chiar". Este ruído resulta da passagem do ar pela via respiratória estreitada pela presença do objecto;

- tosse persistente, que é uma tentativa de o organismo eliminar o corpo estranho;

- cianose - o nome utilizado quando os lábios, unhas e orelhas apresentam coloração azulada/arroxeada. Estes sinais revelam uma diminuição do oxigénio no corpo e são característicos de uma dificuldade respiratória muito grave.

O que fazer numa emergência?

Um corpo estranho nas vias respiratórias pode provocar uma obstrução total ou parcial, evitando que a criança respire convenientemente. A vida da criança pode estar em risco.

Deve agir-se rapidamente seguindo o procedimento a seguir explicado:

- no caso de a criança ser ainda bebé, deitá-la ao longo do seu braço com a barriga para baixo, certificando-se de que a cabeça fica num plano inferior ao peito. Com a outra mão, dar quatro ou cinco pancadas nas costas;

- sentar-se numa cadeira e deitar a criança com a cabeça para baixo, apoiando-a nos seus joelhos. Aplicar algumas pancadas com a mão nas costas da criança. Se estas técnicas não funcionarem, proceder aplicando uma outra manobra

- Manobra de Heimlich. Esta técnica deve ser executada da seguinte forma:
nas crianças muito pequenas
- sentar a criança no colo e segurá-la por trás. Colocando dois dedos de cada mão logo acima do umbigo, fazer pressão para cima.
nas crianças mais velhas:
- colocar a criança na vertical, abraçando-a por trás, estendendo os braços de forma que as mãos fiquem juntas e posicionadas sobre o estômago da criança. De seguida, dar um forte abraço, fazendo pressão sobre o estômago. O objectivo é criar uma força grande "de baixo para cima", a fim de que o corpo estranho seja expelido;

- se a criança estiver deitada ou inconsciente, pode exercer-se força sobre o estômago produzindo o mesmo efeito da manobra acima descrita;

- a aplicação de força excessiva pode causar lesões, especialmente em crianças pequenas, por isso ter muito cuidado quando se aplicam.

Corpos estranhos no nariz e nos ouvidos

Pequenos objectos como a borracha dos pneus dos carrinhos em miniatura, bolas de papel ou pedaços de esponja são frequentemente encontrados no nariz ou ouvidos das crianças. Os sintomas mais comuns nestas situações são:

- dor no ouvido;

- irritabilidade;

- corrimento nasal contínuo apenas num dos orifícios do nariz. Este corrimento geralmente é amarelado e mal-cheiroso (se o corrimento não parar e acontecer numa só narina, suspeite de um corpo estranho);

- saída de sangue pelo nariz. Não é um sintoma muito frequente e pode ser causado por várias situações. Significa que o corpo estranho causou uma lesão no revestimento interno do nariz. O que fazer? Nestas situações deve levar-se a criança ao médico. Mesmo que o corpo estranho esteja num local com boa visibilidade, não deve tentar removê-lo. A introdução de utensílios como pinças, ganchos ou outros feita por mãos pouco experientes pode não trazer bons resultados. Deixar estes procedimentos para um especialista.
Retirado de
Os Primeiros Anos da Criança - Saiba como Actuar, de Hugo Marques e Nuno Ribeiro da Costa, Texto Editores, 2001.


É ao ler textos destes que me apetece ir tirar um curso de 1os Socorros.

Não pensem que lá em casa temos o hábito de dar coisas pequenas o Pedrocas, mas marotas como as crianças são todo o cuidado é pouco.

E a avó também é cuidadosa nestas coisas, se bem que eu sou picuinhas (ou desmancha prazeres como ela me chama).

Bjks

Nany

3 comentários:

Maria Pereira on quinta-feira, 3 de julho de 2008 às 17:34:00 WEST disse...

Tens toda a razão, é preciso ter muito cuidado. De qualquer maneira penso que os brinquedos que estão dentro dos ovos Kinder são para crianças com mais de 3 anos.

Mil beijocas amigas

Ana Santos on sexta-feira, 4 de julho de 2008 às 14:16:00 WEST disse...

Tens toda a razão, já passei sustos por causa de coisas pequenas.
Uma vez estava o meu filhote devia ter uns 2 anos e meio, estava deitado no sofá a brincar com um carrinho quando o ouço chorar, olhei para ele e não via nada, mas ele apontou para o ouvido, uma pequena peça tinha saido do carrinho e estava no ouvido. Doutra vez vi-o a respirar com difuculdade, tinha metido pipoca numa narina.
As crianças pequenas sentem curiosidade e metem tudo à boca. Nós é que temso de ter cuido de os protejer desses perigos.
Beijinhos
ana e seus tesourinhos

Carla on sábado, 5 de julho de 2008 às 15:06:00 WEST disse...

Eles são terríveis a fazer experiências. São todos cientistas.

Quanto aos ovos kinder, o Pedro não sabe o que são. O chocolate não o pode comer e tenho ideia que o brinquedo é para mais de 3 anos, certo? Por isso aos três anos logo há-de descobrir o que são aqueles brinquedos fantásticos...

Beijos e bom fim de semana

 

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