quinta-feira, 28 de junho de 2012

Filhos: quanto custam?

Postado por Nany às 6/28/2012 02:44:00 da tarde
Eu gosto de ler a Maggie e as suas Carinhas Larocas, se bem que ela agora tenha andado afastada mas malas, não sei porquê. Ás tantas está a ter com elas uma conversinha quiça do mesmo tipo que eu tenho com os meus sapatos, mas adiante.
Ora bem, e para que não pensem que no blog dela se fala só de malas, também se fala de filhos, gravidez, IVG, escolas, métodos de ensino, taxas moderadoras, e afins na perspectiva de uma mãe / mulher / trabalhadora que vive neste nosso Portugal, e que está sujeita às mesmas leis que todos estamos.
Recentemente muita polémica se levantou acerca das isenções e eu, continuo na minha, as grávidas devem ser isentas de taxas sim. As IVG devem ser isentas sim, mas com ressalvas, já que há quem as use como método contraceptivo e nesse caso deviam pagar e bem.
Sim, há quem use e abuse das isenções e outras facilidades dadas para quem não tem meios. Mas cortar naquilo que é mais básico? No apoio à família? Na saúde? Na educação? A mim dá-me vómitos e revolta-me as entranhas.
Falo de coração na boca, mãe de dois miudos pequenos, gravidezes ainda bem vivas na memória. Infertilidade e tratamentos ainda bem sentidos na pele.
Um filho custa dinheiro? Sim, muito mesmo.
Vale a pena? Sim, muito e SEMPRE.
Não pensem que estou aqui a romantizar a questão, ou a adoçar a pílula, sou bem realista e tenho os 2 pés assentes no chão. Não vim de uma família abastada, sou filha única de pais divorciados e a minha mãe cirou-me sozinha, por isso sei, por exemplo e vivência, que um filho é mais que jogar à bola, por lacinhos, bater palminhas e dar beijinhos nos dói-dóis. Não ganho balúrdios, aliás não ganho 1000€ por mês, nem no salário bruto, quanto mais no líquido.
Sei bem que uj filho não são só roupinhas, sapatinhos, da loja mais cara ou da feira. Da tia, da prima ou da vizinha. Não é só leite em pó, iogurtes, peixinho bom, ou carninha especial para os meninos. São contas no médico, despesas com a educação, o que fazer com eles nas férias.
O tema é polémico, e a mulher tem "tomates" por dizer que não concorda com as isenções das grávidas e outras opiniões que tal.
A mim, chateia-me mais os cortes, aquilo que aos poucos nos vão tirando, mas como é a bem da crise que se lixe a família. Querem andar na rambóia? Querem fazer filhos? Então paguem e não bufem. Deve ser o pensamento dos governantes, aqueles cujos filhinhos andam em escolas de elite, têm não sei quantas actividades extra curriculares, falam 300 línguas na perfeição e depois, na hora da procura de emprego têm uns curriculos jeitosos e uns padrinhos fenomenais.
Chateia-me que as escolas estejam como estão. Que os professores estejam como estão.
Que não se dê valor às crianças, que não se dê valor à família. Que se estejam a criar cidadãos de 1ª e de 5ª categoria. Mas, mais vale acusar quem diz o que pensa, do que ir contra as políticas que estão a ser implementadas, contrariando lutas e conquistas da geração dos nossos pais e avós.
Enquanto a mentalidade for mesquinha, a pensar no próprio umbigo e que se lixem os outros, nunca chegaremos a lado nenhum, nem teremos políticas sociais e educativas como deve de ser.
Mas esta é só a minha opinião. E eu sou uma simples abelhinha obreira, que tem de fazer o que lhe mandam para ter €€€ ao final do mês para cirar / educar os filhos.
Custam muito, fazemos cortes em tudo para lhes dar a eles. Arrependimentos? Nenhuns.

4 comentários:

Pérola on quinta-feira, 28 de junho de 2012 às 22:43:00 WEST disse...

Como te compreendo nany.
As familias deviam ser apoiadas.todos osimpostos deviam ser 'percapita'.
É muito diferente a família ter 2, 3,4,5,7,... elementos, muito mesmo.
Quanto ao aborto,nada contribui para a família. Um ato médico que deveria pagar taxas e ponto final. Não vejo quais podem ser as argumentações.
Podem chamar-me o que quiserem , mas é um bébé que matam. Só quem nunca esteve grávida e não fez ecografias é que não sabe.
Invistam na educação, nos jovens e vão ver as gravidezes indesejadas a diminuir.
Posso não remar com a maré, não ir com a manda, mas há direitos que não se conseguem ouvir. E, não, não sou católica fundamentalista. Apenas humanista!
um beijo,Nany.

Aline on sábado, 30 de junho de 2012 às 09:55:00 WEST disse...

Não podia concordar mais contigo. Eu muito provavelmente não vou ter outro filho por causa dessas malditas contas. Não só tenho medo do dia de hoje, que já é mau tenho medo do amanhã. Eu sei que antigamente as pessoas passavam por mais dificuldades e criavam os filhos. Mas a que custo? O que é certo é que os criaram. Mas é um assunto polémico.
Vou linkar o teu post e aproveito também para agradecer-te as tuas palavras sempre doces e de incentivo.
Obrigada, Nani. és um exemplo de uma mãe lutadora.
Beijinhos

Tia São disse...

Onde é que eu assino Noquitas? Tirar apoios e subsídios parece ser a nova moda do nosso país... quando comparamos Portugal com outros países vê-se bem a disparidade... uns tem tudo ou quase tudo, outros tem pouco e o pouco que tem é-lhes retirado, enfim! Respondendo ao comentário da Pérola sobre o aborto, eu sou a favor que não se pague, mas acho que é preciso formar, educar e responsabilizar... Tenho uma filha e por isso não vou pelo "só quem nunca esteve grávida..." os meus argumentos prendem-se apenas com o direito de decidir. Uma mulher grávida é acima de tudo uma mãe que pode querer sê-lo ou não, por muito rude que isto possa parecer aos ouvidos de quem não compreende! Ser mãe é muito mais do que uma barriga a crescer durante 9 meses... Mas fico por aqui! Jinhos!

Ly* on domingo, 1 de julho de 2012 às 02:18:00 WEST disse...

Assino por baixo!
É a nossa triste realidade... Mas nada que não seja "esquecido" com um genuíno sorriso do nosso filho :)
Parabéns pelo blog, vou voltar mais vezes!

 

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